Antevisão do jogo
IrelandFirst Division
Há uma verdade que os jovens nunca chegam a compreender plenamente e que os velhos nunca cansam de repetir: o rio que flui de forma constante durará sempre mais do que aquele que avança em surtos e tropeça. No futebol, como em tudo na vida, a consistência é o arquiteto silencioso do destino. E nesta noite de outubro, com o Wexford a receber o UCD na First Division, o rio da consistência flui numa direção — para os visitantes.
Tenho visto jogar futebol mais tempo do que a maioria se lembra, e digo-vos isto: uma equipa que marca em todos e cada um dos seus jogos não é apenas sorte. É uma equipa que encontrou o seu ritmo, a sua respiração, o seu propósito. O UCD fez exatamente isso. Nos últimos dez jogos, em qualquer terreno, marcaram 21 golos — 2,1 por jogo — e em nenhum desses dez jogos deixaram de encontrar a baliza. Isto não é um acaso. É uma equipa que sabe para onde a bola quer ir e que a envia para lá com a paciência de um homem que esperou a vida inteira pelo momento certo.
O seu desempenho fora casa nos últimos vinte jogos conta outra história. Seis vitórias, seis empates, oito derrotas — 1,2 pontos por jogo — com 1,45 golos marcados por jogo. Viajam bem. Não se encolhem em ambientes desconhecidos. E duas semanas antes deste encontro, destruíram o Treaty United por 4-0 fora. Isto não é um acaso. É uma declaração de intenções.
Agora, devo ser justo com o Wexford, pois a justiça é a primeira lei da sabedoria. O seu desempenho em casa nos últimos vinte jogos é respeitável: oito vitórias, quatro empates, oito derrotas, 1,4 pontos por jogo. Marcam 1,3 golos por jogo no seu terreno e, em maio, venceram o UCD por 2-1 aqui. Não desconsidero isso. Um homem que venceu uma batalha uma vez no seu próprio solo ganhou o direito de ser levado a sério.
Mas, ao desvendar a forma recente, o cenário muda. Os últimos cinco jogos do Wexford resultam em apenas uma vitória, dois empates e duas derrotas. Nos últimos dez jogos, em todos os terrenos, têm três vitórias, dois empates e cinco derrotas, com 19 golos sofridos e três jogos em que não marcaram nenhum. Houve cartões vermelhos em três desses últimos cinco jogos — uma expulsão aos 90 minutos no Bray, uma expulsão aos 86 minutos no Kerry. Uma equipa que não consegue manter a compostura por noventa minutos é uma equipa que não manterá a compostura neste jogo. O caos da sua sequência recente é o oposto do ritmo constante que o UCD estabeleceu.
O confronto direto (head-to-head) nos últimos doze meses é um affair de três jogos. O UCD venceu por 4-1 no seu terreno em agosto. O Wexford respondeu com uma vitória por 2-1 em casa em maio. Empataram a zero no UCD em abril. Os encontros mais antigos inclinam-se fortemente para o UCD, mas não me apoiarei na história para este julgamento. Apoiamo-me no presente. E o presente diz isto: o ataque fora casa do UCD, com 1,45 por jogo, supera o ataque em casa do Wexford, com 1,3. Ambas as equipas sofrem 1,55 golos por jogo nos respetivos terrenos, pelo que a defesa é equilibrada. O ataque inclina a balança.
Já vi muitas equipas subir num único dia brilhante e desvaneecer no seguinte. Já vi muitas equipas que marcam em todos os jogos, que nunca ficam sem golos, que viajam com uma confiança silenciosa, e elas duram. O peso da evidência — o peso dos números, o peso do ritmo — aponta numa direção. O rio flui para o UCD.
Pontos Chave:
O velho já viu temporadas suficientes para saber que mãos constantes duram mais do que as frenéticas. O UCD são as mãos constantes aqui. A minha dica é Vitória Fora a 2,63.