Há algo numa equipa como o Start que faz o meu coração disparar a cada vez. São o cãozinho que entra na toca onde os cães grandes têm estado a beliscar há anos, e adoro vê-los tentar. Mas tenho de ser honesto convosco: este é um jogo difícil de encontrar valor.
O Molde, em casa, é o tipo de equipa que torna o trabalho do azarão genuinamente difícil. Nos últimos 20 jogos em casa, venceram 11, empataram 3 e perderam 6, marcando 2,2 golos por jogo e sofrendo apenas 1,2. O seu xG contra está em 0,97 por jogo nos últimos cinco jogos com dados, o que vos diz que a muralha defensiva é real. Nos últimos cinco jogos em todos os estádios, o Molde venceu três, empatou um e perdeu um, marcando 16 golos e sofrendo apenas 5. É uma equipa que marca 3,2 por jogo e mantém as coisas em ordem.
O Start, por outro lado, é o azarão que eu adoraria apoiar, e vou dar-lhes crédito onde é devido. Nos últimos cinco jogos, venceram três, perderam dois, e marcaram 12 golos nesse período. Venceram o Brann por 2–1 em casa a 2 de outubro, e têm marcado livremente nas eliminatórias da Taça – 5–1 no Raufoss e 3–2 no Vindbjart. O seu xG a favor é de 2,4 por jogo, o que significa que estão a criar oportunidades. Mas aqui está o problema: o seu registo fora de casa em 20 jogos é de 5 vitórias, 2 empates e 13 derrotas. Sofreram 2,4 golos por jogo fora e conseguiram apenas uma clean sheet nessas 20 deslocações. São muitos buracos a tapar quando se visita uma equipa que marca 2,2 em casa.
O confronto direto (H2H) adiciona outra camada. O único encontro nos últimos 12 meses foi um empate a 1–1 no terreno do Start em abril. Antes disso, o histórico remonta a uma década, e o Molde venceu quatro desses sete encontros, empatou três, e o Start nunca venceu. No terreno do Molde especificamente, os encontros mais antigos viram resultados de 5–0 e 3–1. Serei claro: esses jogos mais antigos são históricos e não nos dizem o que está a acontecer agora, mas pintam um quadro de um confronto onde a equipa da casa tradicionalmente tem a vantagem.
Agora, o argumento contrário a favor do Start – e digo isto com genuína afeição pelo pequeno – é que futebol é futebol. A derrota por 0–3 contra o Sandefjord a 20 de setembro veio com um cartão vermelho no minuto 56, por isso não é uma medida justa da sua qualidade. A derrota por 2–4 em casa contra o Ham-Kam a 11 de outubro foi difícil, mas eles continuaram a marcar. E esse empate a 1–1 em abril mostrou que podem competir com o Molde. Se o Start conseguir manter a sua forma por 90 minutos e acertar no contra-ataque, os 2,4 golos por jogo que têm produzido sugerem que têm a força de fogo para furtar um golo.
Mas tenho de ser honesto: os números não me dão um ângulo claro do azarão aqui. O registo fora de casa do Start é genuinamente pobre, a forma em casa do Molde é forte, e o confronto direto inclina-se fortemente para a equipa da casa. O meu instinto diz que o Start tem uma chance magra, mas não posso dizer honestamente que a evidência apoia uma escolha em que eu ficaria confortável a apostar. Os outros ângulos do azarão – um empate, um under 2,5, ou ambas as equipas a não marcar – não acendem luzes, dado que todos os últimos cinco jogos de ambas as equipas terminaram com mais de 2,5 golos.
Pontos-chave:
- Registo em casa do Molde: 11V 3E 6D em 20 jogos, marcando 2,2 por jogo, sofrendo 1,2
- Registo fora de casa do Start: 5V 2E 13D em 20 jogos, sofrendo 2,4 por jogo, 1 clean sheet
- Confronto direto recente: empate a 1–1 no terreno do Start em abril de 2026; encontros mais antigos favorecem fortemente o Molde
- Todos os últimos 5 jogos de ambas as equipas terminaram com mais de 2,5 golos
- A derrota por 0–3 do Start contra o Sandefjord incluiu um cartão vermelho, complicando esse resultado
Sem aposta. O futebol simplesmente não me dá um ângulo claro do azarão aqui, e prefiro ficar de fora deste jogo a forçar uma escolha em que não posso honestamente confiar.