O menino que o Arsenal deixou ir
Muito antes do London Palladium, existia um garoto de Chingford que não era exatamente atlético o suficiente para o Arsenal. Nascido no Whipps Cross University Hospital, em Leytonstone, em 28 de julho de 1993, ele ingressou no Ridgeway Rovers aos seis anos, e foi lá que a carreira de Harry Kane começou: o mesmo clube de Walthamstow que deu a David Beckham seus primeiros passos. O Arsenal o levou para sua academia, o manteve por cerca de um ano e o mandou de volta.
Aqui está a reviravolta. Na época, ele era fã do Arsenal, o único da família que torcia para o time adversário, já que o resto apoiava o Spurs. Ele voltou ao Ridgeway, se transferiu para a academia do Watford em 2004 e, em poucas semanas, tinha marcado um hat-trick contra a equipe juvenil do Tottenham. O Spurs foi atrás dele imediatamente. Ele tinha 11 anos e ficaria por quase duas décadas.
Na noite de segunda-feira, aquele mesmo garoto, agora com 33 anos e capitão da Inglaterra, foi anunciado como o vencedor do Ballon d'Or 2026, o primeiro inglês a conquistar o prêmio desde Michael Owen em 2001. Cobrimos a noite no Palladium e a temporada que o garantiu em detalhes. Este texto é sobre o caminho longo que ele percorreu para chegar lá.
Ninguém apostava nele como o próximo grande nome, e ele sabe disso. "Eu nunca fui a pessoa que as pessoas achavam que seria o superastro, como alguns dos caras de hoje", disse ele após receber o troféu. É exatamente por isso que essa conquista se sente tão boa.



