De um anúncio de jornal a potência global
Passeie por Barcelona em dia de jogo e você sente na pele. As ruas vibram, cachecóis blaugrana pendurados nas varandas e gente que nunca chutou uma bola discutindo se o Xavi teria encontrado espaço contra aquela defesa. É isso que o FC Barcelona representa para a Catalunha.
O lema, "Més que un club" (Mais que um clube), é usado com frequência, mas passando algum tempo por aqui, não parece marketing. Tudo começou em 29 de novembro de 1899, quando um jogador suíço chamado Joan Gamper colocou um anúncio em um jornal local procurando atletas. Um pequeno grupo respondeu. Ninguém naquela sala fazia ideia do que estavam iniciando.
Gamper não tentava construir um império. Ele se apaixonou pela cidade, queria um jogo e precisava de companheiros de equipe. Os fundadores eram um grupo misto de entusiastas suíços, britânicos e catalães, e escolheram o azul e o grená, as cores que hoje definem o clube. O apelido veio depois: "Cules". Uma história popular diz que os torcedores no antigo estádio Les Corts se sentavam ao longo da parede, de costas para a rua, de modo que os passantes viam fileiras de bundas (cul em catalão). Se for verdade ou não, o nome pegou e se tornou um emblema de orgulho.
O primeiro título da La Liga chegou em 1929, mas por décadas o Barcelona foi um clube bem-sucedido, e não revolucionário. Isso mudou quando um holandês magro passou pela porta.






